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terça-feira, 8 de julho de 2008

educar o Povão

a famosa sinfonia número 25 - Mozart

segunda-feira, 23 de junho de 2008

much respect, Lauryn

Lauryn Hill é umas das mulheres mais influentes da música norte-americana dos últimos 20 anos. Serão sempre poucas as palavras para definir esta mulher de armas.
Hoje vou limitar-me à sua carreira musical. Lauryn Hill não é uma artista disto ou daquilo. Porque Lauryn não é uma artista. Lauryn Hill faz música. E quem faz música, não tem rótulos. É simplesmente bom.
Como já devem ter percebido, Lauryn Hill é para mim um ícone.

Fica aqui Everything is Everything (do album The Miseducation of Lauryn Hill, 1998), um dos melhores sons de Hip Hop de sempre.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Hip Hop Pessoa


Aniversário de Fernando Pessoa festejado com poemas e hip-hop nacional. Editora Loop pretende cruzar a poesia de Pessoa com a música.
No dia em que se assinalam os 120 anos sobre o nascimento de Fernando Pessoa, a Casa Fernando Pessoa, a Câmara de Lisboa e a editora discográfica Loop organizam um espectáculo de hip-hop no Terreiro do Paço, na capital.
Intitulado "Hip Hop Pessoa", o espectáculo conta com 14 músicos de hip-hop, que aceitaram o desafio de recriar a poesia de Pessoa e de a transformar para o concerto (em Setembro nascerá um disco com o mesmo conceito com estes e outros artistas). Os escritos do poeta serão evocados por alguns dos mais conhecidos nomes do movimento como Melo D, Maze e Fuse, Rocky Marsiano, Sagas, DJ Ride e Sam the Kid.
A base são os poemas de Fernando Pessoa, a voz, a abordagem e o ritmo são dos rappers. Cada um pegou nos poemas de maneira diferente tornando-os um pouco seus. "Há quem tenha pegado em excertos de poemas, como, por exemplo, o pai de Sam the Kid", explica Rui Miguel Abreu. Já Fuse, dos Dealema, "reinterpretou parte da 'Mensagem' e usou o poema quase como um estímulo para a sua própria imaginação".
Sam the Kid, nome artístico de Samuel Mira, um dos responsáveis pelo crescimento do hip-hop nacional, recorda ao JPN como conheceu o poeta. "Há dois anos tinham-me oferecido um livro dele, fiquei a conhecer minimamente", afirma.
O poema escolhido pelo rapper e pelo pai foi "Tabacaria", do heterónimo Álvaro de Campos. "Identifiquei-me bastante com o poema e tem lá um verso que me fez ver que tinha de ser aquele 'Sonhar mais que Napoleão' porque o meu pai chama-se Napoleão", conta.
"Pontos de contacto naturais"
Para Sam the Kid existe uma relação entre Fernando Pessoa e hip-hop: a poesia. "Os dois são poesia e estão relacionados, apesar da métrica e da linguagem serem diferentes", defende.
Para Rui Miguel Abreu, editor e programador do evento, a realização do concerto e o futuro lançamento do CD têm vários significados, mas "o mais importante é que se começa a perceber que a cultura não é assim uma coisa tão séria que não admita este tipo de encontros".
"Para nós significa a possibilidade de cruzar a poesia de um enorme poeta moderno português com a música de uma série de pessoas que estão eles próprios, à sua maneira, a revolucionar a música", acrescenta. "Pessoa foi um poeta profundamente moderno, não apenas na maneira como encarou a língua, mas como pensou todas as questões de ser português, de estar no mundo estando em Portugal. O hip-hop faz a mesma coisa, é outra maneira de olhar para a realidade. São pontos de contacto naturais".
Estimular o interesse dos mais jovens pela obra de Pessoa é uma das ideias deste projecto. "Se dois miúdos lerem Fernando Pessoa por causa do disco já me sinto feliz", diz o dono da Loop. "Esperamos que sirva como estímulo, para despertar, quanto mais não seja, a curiosidade de quem é a pessoa que estes MC [rappers] estão a cantar. Um dos pontos que mais nos honraria era que isso acontecesse".

Fernando Pessoa, Poesia, Música, Hip Hop... a Palavra!


vejam também a reportagem de hoje no suplemento ípsilon do Público, pág.16/17.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

STRESS

Os Justice são uma dupla francesa que se move na cená electrónica musical com originalidade, inovação e bom groove.
O que vos trago aqui hoje é o mais recente clip: Stress. Aviso de antemão que, pelo menos para mim, é um clip com um efeito perturbador gigante. É um realismo puro e duro que mexe connosco.
Todavia, não trouxe o clip aqui por puro espectáculo. A verdade é que este clip tem sido muito discutido em França pela sua eventual mensagem encriptada. Há quem diga que se trata uma denúncia da forma como os media tratam os problemas sociais; há quem diga que é um exposição gratuita de violência; por aí fora...
O clip é para mim um mistério. E por vários pormenores:
a) o facto de os jovens utilizarem os casacos com o logotipo dos Justice nas costas significa o quê? A solidariedade dos Justice para com os jovens mais problemáticos?
b) Quando passam pelos blocos de habitação, um dos moradores insulta-os, como que saturado e altamente crítico dos actos praticados pelos jovens, o que supõe um prévio conhecimento deles. Será isso?
c) Se observarem com atenção, logo no início, no segundo 40, aparece por instantes um helicópetro no ar, em frente aos prédios. Uma mera falha técnica?
d) quando os jovens estão no autocarro, a camera foca-se demoradamente nos olhares, como que sugerindo uma certa introspecção individual e eventual acalmia colectiva;
e) quando os jovens estão no carro e começa a tocar na radio uma música dos próprios Justice (D.A.N.C.E.) eles partem imediatamente o rádio. Surge como que um sentimento anti-Justice. Porquê? O que simboliza?
f) quando os jovens incendeiam o carro, um deles vê o seu braço começar a arder de uma forma preocupante. Todavia, nas imagens seguintes, esse jovem não mais aparece. Porquê?
g) Os jovens NUNCA falam;
h) a dupla criadora do clip chama-se "Justice" mas ou muito me engano ou este é o seu primeiro apontamento deste género, com esta conotação social.
De resto, o clip na sua globalidade é para mim um enigma.

O meu post vai pois no sentido de depois de visualizarem o clip atentamente, tentarem interpretá-lo e perceber que mensagem há por decifrar. Ou que não há. Eu no entanto considero os Justice demasiado inteligentes para fazerem um simples manifesto de exposição de violência urbana.

Justice - Stress

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Porque a música ultrapassa fronteiras (todos os clichés têm um fundo de verdade)

From Portugal, ladys and gentleman: DJ Cruzfader e Sam the Kid!
Via Daniel, nosso colega e a quem já enviei o convite para escrever no Almanaque.

Diversidad Single Experience

quarta-feira, 21 de maio de 2008

pay attention!

start studying, people.

sábado, 10 de maio de 2008

lembra-te sempre de mim

Quando em 2007, por meados de Abril fui até ao Alentejo com os meus pais e pelo meio fiz uma paragem por Lisboa para ouvir Camané no Teatro S. Luís... o bichinho do Fado despertou em mim.
Camané lancou recentemente Sempre de mim, disco que já toca cá por casa e que a todos sugiro uma olhadela.
Aqui fica um background das gravações onde, alem de Camané, podemos vêr também o mítico Zé Mário Branco.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

crime



girly music :(

but i kindda like it, though.

domingo, 27 de abril de 2008

título de post muito revolucionário*

música muito libertina


Clap Your Hands Say Yeah - The Skin Of My Yellow Country Teeth (long ass song titles)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Voltures

Um dia à beira mar, ele lia e relia um último parágrafo de um dos seus livros predilectos. A maré enchia e, encostado a uma rocha, sentia já a maresia a abafar-lhe as pontas dos dedos dos pés. Estava um dia quente, solarengo, ao contrário do que se tinha habituado. A enchente fria perfurava o calor corporal e interrompia os seus pensamentos, porém, ele havia prontamente determinado não se deslocar.
Queria sentir algo novo. Procurava uma nova dimensão, tem vindo a procurá-la desde que se lembra e achava ele que tal não iria alcançar sem olvidar o que de mais intimo escondia.
Naquele dia outros haviam feito História e, olhando a rebentação, pensava ele se poderia o mesmo. No fundo, ele não é ninguém, é apenas mais um entre muitos.
Horas passaram e o sol já se punha, a rebentação já lhe salpicava a face e ele continuava a reler aquele parágrafo. Era constantemente invadido por todo o tipo de pensamentos e um deles, sim, um deles tocou-lhe; não o racionalizou, não o teorizou, ergueu-se, observou uma gaivota que pairava no ar e virou costas. Sentia-se diferente nada havia feito de pouco usual. Recordou alguém, esticou os braços até onde pôde, lançou um último olhar sobre a água esverdeada e apercebeu-se que havia feito História.

"A Revolução está em cada uma de nós"


O vídeo é "The Kinks - This Time Tomorrow" que, para mim, é uma verdadeira música de revolução.

segunda-feira, 24 de março de 2008

tremble like a flower



Let's Dance - do grande, grande, magnífico, David Bowie.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sobre a Mulher

Queria, antes de mais, felicitar a Sofia (SHP) pelo seu primeiro texto no Almanaque. E logo com um tema tão forte!

E já que felicitei a Sofia, aproveito também para felicitar também outra mulher: Erykah Badu. A diva do neosoul americano acaba de lançar o single do deu novíssimo albúm: Nu Amerykah.
Sou um profundo admirador de Erykah. Para mim, Erykah e a sua música encarnam o movimento feminista na perfeição: inteligência, cultura, talento, força, garra, sensibilidade,...

O videoclip do single que aqui vos trago é, também ele, muito, muito bom. São inúmeras as referências a outros grandes nomes da cena rap, soul, funk e jazz americana. Aretha Franklin ou os De La Soul, por exemplo. Descubram outros!

Erykah Badu - Honey