terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Mutilação Genital Feminina
O número de hoje do Público fazia referencia ao facto de cerca de 140 milhões de adolescentes e mulheres adultas já terem sido submetidas à mutilação genital feminina.
Esta prática, que tem uma origem de ordem cultural e não de ordem medicinal, é frequentemente utilizada em países africanos como o Sudão, o Mali e a Somália sob o pretexto que a diminuição do desejo sexual reduz o risco de infidelidade por parte da mulher.
Contudo esta prática não se cinge exclusivamente ao continente Africano sendo que ja foram relatados casos em países europeus, asiáticos e americanos.
É inconcebível que países que se dizem civilizados ''permitam'', ou não procurem extinguir, tão grande violação aos Direitos Humanos.
Esta prática, que tem uma origem de ordem cultural e não de ordem medicinal, é frequentemente utilizada em países africanos como o Sudão, o Mali e a Somália sob o pretexto que a diminuição do desejo sexual reduz o risco de infidelidade por parte da mulher.
Contudo esta prática não se cinge exclusivamente ao continente Africano sendo que ja foram relatados casos em países europeus, asiáticos e americanos.
É inconcebível que países que se dizem civilizados ''permitam'', ou não procurem extinguir, tão grande violação aos Direitos Humanos.
Rock in ricky terminou. . . visitem me agora no meu OBJECTIVO.
Abraço! (voltei a blogosfera, voltarei brevemente a fazer posts)
Abraço! (voltei a blogosfera, voltarei brevemente a fazer posts)
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Li hoje nos jornais que o sr gilberto Madail propors ao seu homologo espanhol a realização de um campeonato do mundo entre portugal e espanha. Mas quando troquei d ejornal e deixei de ler o desporivo passando para outro a minha atençãofoca-se noutra notícia: Cavaco Silva, em Espanha por causa do doutoramneto honoris causa ( mais um!) diz que Portugal tem outras prioridades além da realização de um mundial de futebol. eu nunca joguei na mesma ewuipa de cavaco, mas hoje era capaz de o ter no meu meio campo. Realmente, propor a realização de um campeonato mundial é uma ideia tão absurda que só me leva a pensar que o sr gilberto Madail perdeu toda a sua pouca capacidade de discernimento que ainda tinha.
Será que ainda ninguém lhe disse que Portugal não tem capacidade para organizar um mundial? quis organizar um Europeu. Muito bom1 conseguiu o impossivel! Esquece-se é que os estadios que foram então construidos ou estão ás moscas totalmente,ou ás moscas a 50 %. com que dinheiro foram construidos os estadios e as estruturas de apoio necessarias? Não fo com dinheiro exclusivo dos clubes ou das contas pessoais do respeitável presidente. este senhor devia era perguntar aos portugueses se querem que os eu dinheiro seja outra vez tratdo omo merda ou se querem que o seu diheiro sirva para uma cultura, saude, educação melhores!
Haja respeito e bom senso!
Será que ainda ninguém lhe disse que Portugal não tem capacidade para organizar um mundial? quis organizar um Europeu. Muito bom1 conseguiu o impossivel! Esquece-se é que os estadios que foram então construidos ou estão ás moscas totalmente,ou ás moscas a 50 %. com que dinheiro foram construidos os estadios e as estruturas de apoio necessarias? Não fo com dinheiro exclusivo dos clubes ou das contas pessoais do respeitável presidente. este senhor devia era perguntar aos portugueses se querem que os eu dinheiro seja outra vez tratdo omo merda ou se querem que o seu diheiro sirva para uma cultura, saude, educação melhores!
Haja respeito e bom senso!
sábado, 9 de fevereiro de 2008
PORTUGAL: SIM OU NÃO?
Bons dias!
Decorrerá na Fundação Serralves, entre os dias 14 Fevereiro e 22 Maio, sempre às quintas-feiras, um colóquio cuja tema é PORTUGAL: SIM OU NÃO?? A pergunta parece-me um pouco ridícula, mas não é isso que para aqui interessa.
Este ciclo de conferências juntará personalidades, políticos e filósofos, num modelo de 2 oradores e um moderador diferentes por sessão. Temos de tudo entre os oradores: pessoas muitíssimo interessantes, outras menos e outras que eu, mas este é só meu ponto de vista, dificilmente saírei de casa para os ouvir falar.
São 9 as sessões: O meu país, a Europa e o Mundo (Jorge Sampaio e Vasco Graça Moura); O estado das coisas (Adriano Moreira e Rui Moreira); A Economia (Artur Santos Silva e António Mexia); A Justiça (José Miguel Júdice e José Gomes Canotilho (!!); A Defesa (Nuno Severiano Teixeira e Paulo Portas); A Educação (Maria de Lurdes Rodrigues e Eduardo Marçal Grilo); A Ciência (Mariano Gago e Manuel Sobrinho Simões); A Cultura (Guilherme d'Oliveira Martins e Manuela de Melo); e O Sentido (Eduardo Lourenço e José Gil).
Nas conferências de 14 e 21 Fevereiro não poderei estar presente por me encontrar fora do país. Em relação às outras, dou o meu ênfase à Economia, Justiça, Cultura e Sentido. Particularmente este último... conhecer e ouvir Eduardo Lourenço e José Gil na mesma mesa não é todos os dias.
Os preços são de 5 euros com desconto 50% para estudantes.
A minha sugestão era a de reunirmos um grupinho de pessoal que estivesse interessado e marcarmos as quintas como um dia para nos juntarmos, irmos a Serralves (que é tão, tão bonito) e, quem sabe, fazermos um jantarinho.
Pensem nisso.
Um abraço
Decorrerá na Fundação Serralves, entre os dias 14 Fevereiro e 22 Maio, sempre às quintas-feiras, um colóquio cuja tema é PORTUGAL: SIM OU NÃO?? A pergunta parece-me um pouco ridícula, mas não é isso que para aqui interessa.
Este ciclo de conferências juntará personalidades, políticos e filósofos, num modelo de 2 oradores e um moderador diferentes por sessão. Temos de tudo entre os oradores: pessoas muitíssimo interessantes, outras menos e outras que eu, mas este é só meu ponto de vista, dificilmente saírei de casa para os ouvir falar.
São 9 as sessões: O meu país, a Europa e o Mundo (Jorge Sampaio e Vasco Graça Moura); O estado das coisas (Adriano Moreira e Rui Moreira); A Economia (Artur Santos Silva e António Mexia); A Justiça (José Miguel Júdice e José Gomes Canotilho (!!); A Defesa (Nuno Severiano Teixeira e Paulo Portas); A Educação (Maria de Lurdes Rodrigues e Eduardo Marçal Grilo); A Ciência (Mariano Gago e Manuel Sobrinho Simões); A Cultura (Guilherme d'Oliveira Martins e Manuela de Melo); e O Sentido (Eduardo Lourenço e José Gil).
Nas conferências de 14 e 21 Fevereiro não poderei estar presente por me encontrar fora do país. Em relação às outras, dou o meu ênfase à Economia, Justiça, Cultura e Sentido. Particularmente este último... conhecer e ouvir Eduardo Lourenço e José Gil na mesma mesa não é todos os dias.
Os preços são de 5 euros com desconto 50% para estudantes.
A minha sugestão era a de reunirmos um grupinho de pessoal que estivesse interessado e marcarmos as quintas como um dia para nos juntarmos, irmos a Serralves (que é tão, tão bonito) e, quem sabe, fazermos um jantarinho.
Pensem nisso.
Um abraço
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Como referi no último comentário ao post do Manel sobre o ensino público, o texto que havia feito evaporou-se. Mas ganhei forças e resolvi voltar a escrevê-lo.
Aqui vai ele, em resposta directa ao último comentário do Pedro.
Pedro,
De facto não referiste as faculdades. Mas eu fi-lo, precisamente porque acho ser possível traçar um paralelismo pertinente no que toca à participação e intervenção dos alunos. Quer na escola secundária, quer na Universidade. De facto, o motivo é o mesmo: tanto a escola secundária como a faculdade são pólos de formação e conhecimento dos alunos e por isso penso que o desenvolvimento e aperfeiçoamento constante destes pólos deve passar, não só por administradores, docentes e funcionários, mas também pelos elementos que estão na sua génese: os alunos.
Disseste também que os alunos do secundário, de uma maneira geral, estão mais preocupados em saír à noite, fumar charros e beber uns copos. Aceito essa tendência. Todavia, uma coisa não invalida a outra. Falo por mim. A boémia não exclui a consciência cívica. Acho que isto é irrefutável. Por outro lado, porque a regra geral nos diz que os alunos pouco se empenham de forma construtiva na condução de uma escola pública de qualidade para todos, isso não implica que não haja nada a fazer. Revelas no teu último comentário um tipo de raciocínio muito semelhante ao do Henrique em posts idos. Isto é: reconheces uma situação, considera-la prejudicial e por isso condena-la, mas ficas-te por aí. O Henrique acaba por paradoxalmente, no meu entender, preconizá-la; tu não. Não o fazes mas também não procuras alterá-la. Resignas-te e conformas-te: a solução, dizes tu, passa pois por "deixar que os alunos tenham voz mas que não decidam nada". Foi mais ou menos isto que disseste, estou certo? A tónica, a meu ver, está precisamente na alteração desse estado de coisas. Deve haver movimentos e grupos de dinamização que puxem pelos alunos, que os motivem. Para que estes formem uma consciência cívica de intervenção exigente e reclamem peso nas decisões que lhes dizem respeito. Só assim, combinando harmoniosamente o papel dos alunos com o dos docentes, funcionários e administrativos é que será possível, na minha opinião, uma escola pública de qualidade. Uma escola pública onde todos participem e construam algo comum de forma democrática. O que não implica, como já referi em comentários anteriores, a não existência de parâmetros hierárquicos. Mas isso é outra questão.
Quanto ao sistema de ensino brasileiro, Pedro, cometes na minha opinião uma falácia de raciocínio que te leva a conclusões deturpadas. Vejamos porquê: dizes tu que o único aluno "pobre" brasileiro que acede a uma faculdade brasileira tem que usaapresentar uma média de 18 valores. Bem, onde está aqui a segregação social? Não a vejo. Acho que estás a fazer confusão. Uma coisa é uma segregação social efectiva (grupos ou classes sociais priviligiadas, promiscuidades), outra coisa é uma "segregação", se assim lhe quiseres chamar (eu não chamo), qualitativa. E, pelo que tu disseste, o tipo de "segregação" do sistema de ensino brasileiro é este segundo que referi. Ora não vislumbro aqui qualquer segregação social ou discriminação entre ricos e pobres. Tanto o pobre como o rico tem que ter 18 valores para entrar numa faculdade pública. Tanto o pobre como o rico, quando não apresentar essa média, não entrará na faculdade. Onde está a "segregação"? Podes dizer-me que muitos estudantes "pobres" podem não conseguir essa média por não disporem das condições e qualidade de vida que um aluno rico dispõe, e que lhe permite obviamente, na teoria, obter um outro tipo de classificações. E aqui estou totalmente de acordo contigo. Mas neste ponto tu próprio te contrarias quando, no primeiro comentário disseste qualquer coisa como: "nós não entramos na faculdade? se os outros não entraram, estudassem!". Ora como já o disse, acho que este teu pensamento carece enormemente de rigor e bom-senso. Há muito para além de "quero ou não quero estudar". Muito mesmo. "A essência precede a existência", diria Marx.
Voltando ao ensino brasileiro, a falácia de raciocínio que te apontei há pouco volta a estar presente quando te referes às bolsas de estudo. Se elas são atribuídas apenas aos alunos muito bons, essa atribuição obedece somente a critério qualitativos. Mais uma vez: tanto pobres como ricos que tenham classificações muito boas acedem a bolsas de estudo. Insisto: onde está a "segregação"? No entanto, reconheço algumas carências aos sistemas de bolsas de estudo. Do meu ponto de vista, a sua atribuição deveria obedecer a um sistema biforme: por um lado, aos alunos com melhores classificações; por outro lado, aos alunos com maiores dificuldades e carências económicas. Se é isto que achas que falta ao sistema brasileiro, então aí sim, estamos também de acordo.
No que diz respeito ao sistema finlândes, voltas a elaborar o raciocínio a la Henrique: o sistema finlandês é que é bom, o nosso é uma merda e tão cedo não mudará para melhor. Ora esta inércia não serve para nada. As coisas não mudam por si só. O sistema finlandês não é o que é por mero acaso. Tal como o nosso é o que é por determinadas circunstâncias. O que há então a fazer? Voltamos então ao início deste texto: participar, intervir, reivindicar, lutar. Esta participação envolve pois também os alunos. Pensa em ti próprio: acabas de condenar o nosso ensino. Se tu e eu e todos os que o condenam procurarem fazer algo pelo seu desnvolvimento e aperfeiçoamento, em consertação com as entidades públicas, maior será a possibilidade de termos um ensino público de excelência que privilegie a qualidade, o rigor, a exigência e a democracia. Estás a ver como temos aqui a Democracia?
Uma palavra para Daniela,
Eu sou um defensor acérrimo do ensino público (de qualidade). Todavia, não concordo contigo quanto à não-existência do ensino privado. Este deve existir porque, recordando Jean Bodin (esta é para o Nico Maqui :)), a pluralidade social e institucional está na natureza de qualquer sociedade. Da mesma forma que a pluralidade de preferências está na natureza do Homem. Ou seja: deve ser democraticamente permitido aos cidadãos optarem por um ensino público ou privado. Quem sou eu para dizer que os filhos do meu vizinho devem andar no ensino público? Se um dia tiver filhos, penso ser o melhor para uma educação aberta e miscigenada que eles frequentem uma escola pública. Uma escola rica em nacionalidades, línguas, credos, hábitos, culturas e etnias. Mas isto é a minha visão. Porque penso ser assim a forma mais inteligente e democrática de instruír nas crianças a tolerância, o respeito, a amizade e a igualdade. Mas esta minha visão não pode ser doutrinária. É apenas a minha opinião. Penso que devemos respeitar as opiniões de quem não pensa desta forma. Quem, pelos motivos mais diversos, acredita que a melhor educação para o seu filho é num ambiente mais reservado, elitista ou protegido. Liberdade de escolha é um princípio basilar de uma Democracia.
Mais uma coisa: dizes tu que o ensino privado não é rigoroso e conduz a injustiças no acesso ao ensino superior. Cuidado com as generalizações. Há escolas privadas que são de facto uma anedota do que é um sistema de ensino que se quer exigente. Mas também há escolas privadas de excelência, com docentes super qualificados e de exigência muito elevada. Da mesma forma que existem escolas públicas excelentes e outras muito fracas. Pluralismo, mais uma vez.
Um abraço
Aqui vai ele, em resposta directa ao último comentário do Pedro.
Pedro,
De facto não referiste as faculdades. Mas eu fi-lo, precisamente porque acho ser possível traçar um paralelismo pertinente no que toca à participação e intervenção dos alunos. Quer na escola secundária, quer na Universidade. De facto, o motivo é o mesmo: tanto a escola secundária como a faculdade são pólos de formação e conhecimento dos alunos e por isso penso que o desenvolvimento e aperfeiçoamento constante destes pólos deve passar, não só por administradores, docentes e funcionários, mas também pelos elementos que estão na sua génese: os alunos.
Disseste também que os alunos do secundário, de uma maneira geral, estão mais preocupados em saír à noite, fumar charros e beber uns copos. Aceito essa tendência. Todavia, uma coisa não invalida a outra. Falo por mim. A boémia não exclui a consciência cívica. Acho que isto é irrefutável. Por outro lado, porque a regra geral nos diz que os alunos pouco se empenham de forma construtiva na condução de uma escola pública de qualidade para todos, isso não implica que não haja nada a fazer. Revelas no teu último comentário um tipo de raciocínio muito semelhante ao do Henrique em posts idos. Isto é: reconheces uma situação, considera-la prejudicial e por isso condena-la, mas ficas-te por aí. O Henrique acaba por paradoxalmente, no meu entender, preconizá-la; tu não. Não o fazes mas também não procuras alterá-la. Resignas-te e conformas-te: a solução, dizes tu, passa pois por "deixar que os alunos tenham voz mas que não decidam nada". Foi mais ou menos isto que disseste, estou certo? A tónica, a meu ver, está precisamente na alteração desse estado de coisas. Deve haver movimentos e grupos de dinamização que puxem pelos alunos, que os motivem. Para que estes formem uma consciência cívica de intervenção exigente e reclamem peso nas decisões que lhes dizem respeito. Só assim, combinando harmoniosamente o papel dos alunos com o dos docentes, funcionários e administrativos é que será possível, na minha opinião, uma escola pública de qualidade. Uma escola pública onde todos participem e construam algo comum de forma democrática. O que não implica, como já referi em comentários anteriores, a não existência de parâmetros hierárquicos. Mas isso é outra questão.
Quanto ao sistema de ensino brasileiro, Pedro, cometes na minha opinião uma falácia de raciocínio que te leva a conclusões deturpadas. Vejamos porquê: dizes tu que o único aluno "pobre" brasileiro que acede a uma faculdade brasileira tem que usaapresentar uma média de 18 valores. Bem, onde está aqui a segregação social? Não a vejo. Acho que estás a fazer confusão. Uma coisa é uma segregação social efectiva (grupos ou classes sociais priviligiadas, promiscuidades), outra coisa é uma "segregação", se assim lhe quiseres chamar (eu não chamo), qualitativa. E, pelo que tu disseste, o tipo de "segregação" do sistema de ensino brasileiro é este segundo que referi. Ora não vislumbro aqui qualquer segregação social ou discriminação entre ricos e pobres. Tanto o pobre como o rico tem que ter 18 valores para entrar numa faculdade pública. Tanto o pobre como o rico, quando não apresentar essa média, não entrará na faculdade. Onde está a "segregação"? Podes dizer-me que muitos estudantes "pobres" podem não conseguir essa média por não disporem das condições e qualidade de vida que um aluno rico dispõe, e que lhe permite obviamente, na teoria, obter um outro tipo de classificações. E aqui estou totalmente de acordo contigo. Mas neste ponto tu próprio te contrarias quando, no primeiro comentário disseste qualquer coisa como: "nós não entramos na faculdade? se os outros não entraram, estudassem!". Ora como já o disse, acho que este teu pensamento carece enormemente de rigor e bom-senso. Há muito para além de "quero ou não quero estudar". Muito mesmo. "A essência precede a existência", diria Marx.
Voltando ao ensino brasileiro, a falácia de raciocínio que te apontei há pouco volta a estar presente quando te referes às bolsas de estudo. Se elas são atribuídas apenas aos alunos muito bons, essa atribuição obedece somente a critério qualitativos. Mais uma vez: tanto pobres como ricos que tenham classificações muito boas acedem a bolsas de estudo. Insisto: onde está a "segregação"? No entanto, reconheço algumas carências aos sistemas de bolsas de estudo. Do meu ponto de vista, a sua atribuição deveria obedecer a um sistema biforme: por um lado, aos alunos com melhores classificações; por outro lado, aos alunos com maiores dificuldades e carências económicas. Se é isto que achas que falta ao sistema brasileiro, então aí sim, estamos também de acordo.
No que diz respeito ao sistema finlândes, voltas a elaborar o raciocínio a la Henrique: o sistema finlandês é que é bom, o nosso é uma merda e tão cedo não mudará para melhor. Ora esta inércia não serve para nada. As coisas não mudam por si só. O sistema finlandês não é o que é por mero acaso. Tal como o nosso é o que é por determinadas circunstâncias. O que há então a fazer? Voltamos então ao início deste texto: participar, intervir, reivindicar, lutar. Esta participação envolve pois também os alunos. Pensa em ti próprio: acabas de condenar o nosso ensino. Se tu e eu e todos os que o condenam procurarem fazer algo pelo seu desnvolvimento e aperfeiçoamento, em consertação com as entidades públicas, maior será a possibilidade de termos um ensino público de excelência que privilegie a qualidade, o rigor, a exigência e a democracia. Estás a ver como temos aqui a Democracia?
Uma palavra para Daniela,
Eu sou um defensor acérrimo do ensino público (de qualidade). Todavia, não concordo contigo quanto à não-existência do ensino privado. Este deve existir porque, recordando Jean Bodin (esta é para o Nico Maqui :)), a pluralidade social e institucional está na natureza de qualquer sociedade. Da mesma forma que a pluralidade de preferências está na natureza do Homem. Ou seja: deve ser democraticamente permitido aos cidadãos optarem por um ensino público ou privado. Quem sou eu para dizer que os filhos do meu vizinho devem andar no ensino público? Se um dia tiver filhos, penso ser o melhor para uma educação aberta e miscigenada que eles frequentem uma escola pública. Uma escola rica em nacionalidades, línguas, credos, hábitos, culturas e etnias. Mas isto é a minha visão. Porque penso ser assim a forma mais inteligente e democrática de instruír nas crianças a tolerância, o respeito, a amizade e a igualdade. Mas esta minha visão não pode ser doutrinária. É apenas a minha opinião. Penso que devemos respeitar as opiniões de quem não pensa desta forma. Quem, pelos motivos mais diversos, acredita que a melhor educação para o seu filho é num ambiente mais reservado, elitista ou protegido. Liberdade de escolha é um princípio basilar de uma Democracia.
Mais uma coisa: dizes tu que o ensino privado não é rigoroso e conduz a injustiças no acesso ao ensino superior. Cuidado com as generalizações. Há escolas privadas que são de facto uma anedota do que é um sistema de ensino que se quer exigente. Mas também há escolas privadas de excelência, com docentes super qualificados e de exigência muito elevada. Da mesma forma que existem escolas públicas excelentes e outras muito fracas. Pluralismo, mais uma vez.
Um abraço
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
se ainda estivéssemos lá nós, Francisco
A manifestação de estudantes do ensino secundário, que hoje se realizou no Porto, registou uma fraca adesão, facto que os organizadores justificam com o «conformismo» de muitos alunos relativamente à política do Governo.
Os estudantes entregaram na DREN uma carta reivindicativa com as suas principais exigências, esperando que o documento possa »chegar às mãos do Governo«.
Keep dreaming.
O fim dos exames nacionais é uma das principais exigências dos alunos do secundário, tendo Ricardo Teixeira defendido que »não é em duas horas que se podem avaliar três anos de estudos«.
Isto é bem verdade...
Foi lindo, pá.Os estudantes entregaram na DREN uma carta reivindicativa com as suas principais exigências, esperando que o documento possa »chegar às mãos do Governo«.
Keep dreaming.
O fim dos exames nacionais é uma das principais exigências dos alunos do secundário, tendo Ricardo Teixeira defendido que »não é em duas horas que se podem avaliar três anos de estudos«.
vão atirar-lhes com os donuts
Cerca de 40% dos polícias correm o risco de ficar sem arma com a entrada em vigor do novo Plano de Avaliação e Certificação de Tiro, anual, que prevê o desarme dos agentes que concluam os testes com nota negativa. Segundo a edição de hoje do Diário de Notícias, os agentes da PSP exigem mais meios para a prática de tiro. Se 40% da polícia se vir privada do seu armamento, como é que esta poderá servir a sociedade nos momentos em que a criminalidade armada se torna evidente?
O presidente da ASPP resume em poucas palavras o estatuto de todas as reformas encetadas até agora pelo governo socialista: até seriam viáveis, se não carecessem de estruturas de apoio lógicas.
O presidente da ASPP resume em poucas palavras o estatuto de todas as reformas encetadas até agora pelo governo socialista: até seriam viáveis, se não carecessem de estruturas de apoio lógicas.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Atonement
Atonement (Expiação) é um grande filme. É mesmo. As nomeações de Óscar para melhor filme nos último anos têm, na minha opinião, perdido credibilidade e coerência pelo constante favorecimento mediático a filmes medianos, repetidos, repletos de coisas e lugares comums, sem chama... enfim, blockbusters de má qualidade.
Mas Atonement é diferente. É genuinamente um filme merecedor de um Óscar. Banda-sonora (faz lembrar as pianadas do Yann Tiersen), fotografia (sem palavras), imagem da época, actores (quem é aquele miúda loira extraordinária??),... tudo muitíssimo bem trabalhado.
E depois há Keira Knightley. Além de uma beleza e elegância desconcertantes, faz uma interpretação do outro mundo. Como alguém disse, até a acender um cigarro está extraordinária.
James Mcvoy também está muito bem. Faz-me lembrar um pouco Tobey Maguire, mas sem aquele ar idiota de eternamente ingénuo e inocente.
A forma como Joe Wright (não conhecia) filma pormenorizadamente os movimentos e gestos das personagens e de tudo o que os rodeia é fabuloso. Relembro particularmente três cenas: a rã a lamber-se a si própria; Cee a puxar de uma passa e a mergulhar de seguida; e ainda o café que Cee e Robbie tomam quando este parte para França... acho que nunca um "mexer o café" me pareceu tão perturbador.
Há ainda uma outra cena extraodinária. Acho que foi das cenas de cinema que vi até agora que melhor descreve um palco de guerra e os seus bastidores. O que é um campo de batalha, de facto. Falo de quando Robbie e dois outros companheiros encontram o acampamento dos aliados na praia. É impressionante.
Atonement só peca, a meu ver, por exacerbar a relação amorosa central. Ao fim ao cabo, não há verdadeiramente uma relação... Mas isto também não é culpa dos produtores. Afinal de contas, o filme inspira-se no livro de Ian McEwan.
A quem ainda não viu ou estava a pensar não vêr por causa do mediatismo à volta do filme poder transformá-lo num blockbuster foleiro de que falei no início deste texto... vejam!
Eu quero ir vêr uma segunda vez.
Um abraço
Mas Atonement é diferente. É genuinamente um filme merecedor de um Óscar. Banda-sonora (faz lembrar as pianadas do Yann Tiersen), fotografia (sem palavras), imagem da época, actores (quem é aquele miúda loira extraordinária??),... tudo muitíssimo bem trabalhado.
E depois há Keira Knightley. Além de uma beleza e elegância desconcertantes, faz uma interpretação do outro mundo. Como alguém disse, até a acender um cigarro está extraordinária.
James Mcvoy também está muito bem. Faz-me lembrar um pouco Tobey Maguire, mas sem aquele ar idiota de eternamente ingénuo e inocente.
A forma como Joe Wright (não conhecia) filma pormenorizadamente os movimentos e gestos das personagens e de tudo o que os rodeia é fabuloso. Relembro particularmente três cenas: a rã a lamber-se a si própria; Cee a puxar de uma passa e a mergulhar de seguida; e ainda o café que Cee e Robbie tomam quando este parte para França... acho que nunca um "mexer o café" me pareceu tão perturbador.
Há ainda uma outra cena extraodinária. Acho que foi das cenas de cinema que vi até agora que melhor descreve um palco de guerra e os seus bastidores. O que é um campo de batalha, de facto. Falo de quando Robbie e dois outros companheiros encontram o acampamento dos aliados na praia. É impressionante.
Atonement só peca, a meu ver, por exacerbar a relação amorosa central. Ao fim ao cabo, não há verdadeiramente uma relação... Mas isto também não é culpa dos produtores. Afinal de contas, o filme inspira-se no livro de Ian McEwan.
A quem ainda não viu ou estava a pensar não vêr por causa do mediatismo à volta do filme poder transformá-lo num blockbuster foleiro de que falei no início deste texto... vejam!
Eu quero ir vêr uma segunda vez.
Um abraço
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
The Main Ingredient
Hoje trago-vos um disco que, na minha opinião, deve figurar em qualquer lista dos 50 melhores albuns de Hip Hop de sempre.
Pete Rock & CL Smooth formam uma dupla que aparece pela primeira vez no circuito rap underground na década de 90. O seu primeiro ep sai em 1991 com o nome de All Souled Out. Esta dupla proveniente de Mount Vernon, New York, insere-se numa época em que desponta o conceito do two men show. Um homem nos pratos (dj e produtor) e outro a debitar liricismo com um microfone na mão (Master of Ceremonies). Multiplicam-se as duplas de qualidade nesta época: Gang Starr (DJ Premier e Guru), EPMD, Da King & I, Eric B. & Rakim, Kool G Rap & Polo, entre outros.
CL Smooth é detentor de uma voz atraente. Uma voz clara, sexy... CL Smooth deve ser dos rappers com mais flow que eu já ouvi. A cantar e a dançar. A isto soma ainda uma lírica fabulosa, muito póetica e introspectiva, alternando também com uma forte mensagem para a comunidade negra, como é exemplo o videoclip da música Lots of Lovin', do album Mecca and The Soul Brother.
Pete Rock, como produtor, é muito, muito bom, só sendo superado no mundo hip hop por DJ Premier, se bem que este tipo de classificações seja sempre relativo. Aos beats do rap puro e duro, acrescenta-lhe samples refinados de soul e jazz, criando uma atmosfera precisamente.... smooth.
Infelizmente, o album The Main Ingredient (1994) (do qual faz parte o videoclip mais abaixo) foi o último deste conjunto, estando em "águas de bacalhau" o regresso ao estúdio. Posso-vos dizer que do album referido, o que gosto mais dos três por eles editados (All Souled Out em 1991 e Mecca and The Soul Brother em 1992), não há uma faixa de que não goste. É mel para os ouvidos...
Fica aqui "Take you there".
Pete Rock & CL Smooth - Take you there
Pete Rock & CL Smooth formam uma dupla que aparece pela primeira vez no circuito rap underground na década de 90. O seu primeiro ep sai em 1991 com o nome de All Souled Out. Esta dupla proveniente de Mount Vernon, New York, insere-se numa época em que desponta o conceito do two men show. Um homem nos pratos (dj e produtor) e outro a debitar liricismo com um microfone na mão (Master of Ceremonies). Multiplicam-se as duplas de qualidade nesta época: Gang Starr (DJ Premier e Guru), EPMD, Da King & I, Eric B. & Rakim, Kool G Rap & Polo, entre outros.
CL Smooth é detentor de uma voz atraente. Uma voz clara, sexy... CL Smooth deve ser dos rappers com mais flow que eu já ouvi. A cantar e a dançar. A isto soma ainda uma lírica fabulosa, muito póetica e introspectiva, alternando também com uma forte mensagem para a comunidade negra, como é exemplo o videoclip da música Lots of Lovin', do album Mecca and The Soul Brother.
Pete Rock, como produtor, é muito, muito bom, só sendo superado no mundo hip hop por DJ Premier, se bem que este tipo de classificações seja sempre relativo. Aos beats do rap puro e duro, acrescenta-lhe samples refinados de soul e jazz, criando uma atmosfera precisamente.... smooth.
Infelizmente, o album The Main Ingredient (1994) (do qual faz parte o videoclip mais abaixo) foi o último deste conjunto, estando em "águas de bacalhau" o regresso ao estúdio. Posso-vos dizer que do album referido, o que gosto mais dos três por eles editados (All Souled Out em 1991 e Mecca and The Soul Brother em 1992), não há uma faixa de que não goste. É mel para os ouvidos...
Fica aqui "Take you there".
Pete Rock & CL Smooth - Take you there
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